PENEIRA CHEIA DE ÁGUA

PENEIRA CHEIA DE ÁGUA

Cinco discípulos viajaram por muitos dias para receberem os ensinamentos de um Mestre a respeito de vida.

– A Vida é uma peneira cheia de água. Ouviram o Mestre mansamente dizer já no seu primeiro encontro.

Muito confusos e até decepcionados com esse ensinamento, arriscaram uma pergunta:

– E o que deveremos fazer para vivermos intensamente e sem restrições?

– Ora, é muito simples: encham as suas peneiras de água, respondeu-lhes o Mestre em tom categórico.

Dois deles, visivelmente insatisfeitos com o Mestre, decidiram partir imediatamente, lamentando terem vindo de tão longe para ouvirem tamanha baboseira. Outros dois também regressaram logo, convictos de que havia um significado oculto nas palavras do Mestre, que eles deveriam descobrir através de um pormenorizado estudo dos Textos Sagrados. Apenas um deles resolveu por em prática o ensinamento do Mestre. Apanhou, pois, uma peneira e foi para a beira do rio, onde, pacientemente, hora após hora, dia após dia, tentou de todas as maneiras enchê-la de água, como o mestre havia recomendado.

Reconhecendo o esforço e a humildade do discípulo, o Mestre aproximou-se dele e tomando a peneira da sua mão, disse:

– Apanhando um pouquinho de água de cada vez e despejando dentro da peneira, você nunca conseguirá enchê-la de água.

E num gesto rápido, lançou a peneira na correnteza do rio. Ao ver sua peneira encher-se de água sem parar, num caudaloso, regular, intenso, infinito e contínuo movimento, constatou que para viver a vida intensamente é preciso que se entregue à ela, por inteiro.

Autor Desconhecido

Coleção de Livros de Bolso Em Busca do Logos

Nascemos com os olhos fechados e a boca aberta e passamos a vida inteira a tentar inverter esse erro da natureza.

Autor desconhecido

.

A ROUPA NOVA DO REI

A ROUPA NOVA DO REI

Era uma vez um rei que gostava muito de roupas bonitas e só pensava em vestir-se da melhor maneira possível. Certo dia, dois alfaiates foram visitá-lo e lhe disseram:

– Podemos fazer para Vossa Majestade uma roupa tão bonita como ninguém nunca possuiu antes. Além disso, terá a vantagem de que não poderá ser vista por quem for simplório ou tolo. Só as pessoas inteligentes serão capazes de ver tal vestimenta.

O rei ficou muito contente ao ouvir a proposta dos alfaiates e encomendou-lhes a roupa. Deram aos alfaiates as melhores peças de seda e de veludo para que começassem a confeccionar o traje. Depois de alguns dias, o rei enviou um ministro para saber como estava indo o trabalho. Os alfaiates mostraram ao ministro um cabide, onde não havia nada pendurado, e lhe disseram:

– O traje está pronto.

Como o ministro sabia que o simplório seria incapaz de vê-lo, fingiu que o via e felicitou os alfaiates pelo trabalho. Levou o cabide vazio ao palácio e o rei também fingiu que via a tal roupa nova. Tirou as roupas que vestia e ordenou que seus súditos lhe assentassem o novo traje. Quando o soberano saiu a passeio pela cidade, todos viram que ele estava despido, mas ninguém se atrevia a dizê-lo, porque sabiam que somente os tolos não poderiam ver o traje. E todos continuaram fingindo ver a roupa até que, de repente, um menino olhou para o rei e gritou:

– Vejam, o rei está passeando pelado pela cidade.

O rei então olhou para si mesmo e ficou ruborizado. E todos começaram a rir ao ver o rei andando nu pelas ruas.

León Tolstoi

.

A Roupa Nova do Rei – Versão Power Point

.

L’AMITIÉ

.

Power Point L’Amitié

.

DASHRATH MANJHI – UM EXEMPLO

DASHRATH MANJHI – UM EXEMPLO

Todas as manhãs, este homem pegava um martelo e desaparecia até tarde da noite. O que ele fazia foi revelado 22 anos mais tarde…

Dashrath Manjhi passou sua vida inteira vivendo em uma pequena vila indiana. Ele e a esposa não eram ricos, mas sentiam como se fossem porque tinham um ao outro. Um dia, a esposa de Dashrath ficou doente e precisava da ajuda de um profissional. O casal teve que caminhar 80 km até a cidade mais próxima. Eles queriam chegar lá o mais rápido possível, mas a estrada era traiçoeira e eles também tinham que caminhar ao redor de uma montanha no caminho para o médico.

Infelizmente, a esposa não conseguiu chegar ao médico.

Para Dashrath, a perda de sua pessoa mais próxima era muito difícil de lidar. Ele não sabia como iria seguir em frente sem ela. Louco de dor, ele criou um plano. Ele passou os dias seguintes em busca dos instrumentos necessários.

O plano era cavar a montanha, pedaço por pedaço, e construir uma pequena estrada para a cidade mais próxima. Ele não queria que a tragédia se repetisse com outras pessoas que viviam na vila.

O filho de Dashrath está nesta foto, mostrando os instrumentos do pai.

Dia a dia, Dashrath cavou a montanha. Sua meta era ajudar a vila. De madrugada, ele ia para a montanha e voltava tarde da noite, esgotado.

Isso se tornou um ritual que ele repetia todos os dias, até o dia de sua morte, em 2007. As pessoas pensavam que ele era um homem louco que desaparecia na montanha, todos os dias, com um martelo. Só depois de seu falecimento, é que descobriram o que ele estava fazendo.

É difícil de acreditar no trabalho dele. Durante 22 anos, ele conseguiu cavar uma passagem! Antes eram 80 km até a cidade mais próxima, e graças a esse homem maluco, a estrada tem agora apenas 4 km. As pessoas podem chegar às escolas e a hospitais em apenas uma hora!

O trabalho de Ashrath mudou a vida de todos na vila. As crianças receberam a oportunidade de frequentar uma escola e os adultos de encontrar melhores trabalhos na cidade.

“Dashrath morreu como um homem frustrado e seu trabalho nunca foi reconhecido ou premiado, mas as pessoas se lembram dele hoje, e ele inspirou a muitos, comentou um morador da vila”

 

Fonte: https://perfeito.guru/lb-homem-pegava-martelo-desaparecia/?utm_source=perfeito&utm_medium=post

 

Coleção de Livros de Bolso Em Busca do Logos

No início, faça o imprescindível, depois o possível, e de repente estará fazendo o impossível.

São Francisco de Assis

 

.

OS VALORES

OS VALORES

Recuperar uma solidariedade maior pode exigir que enfrentemos os valores fundamentais de nossa cultura. Valorizamos a supremacia e o controle, cultivamos a auto-suficiência, a competência, a independência. Mas, à sombra desses valores, está uma profunda rejeição à nossa inteireza humana. Como indivíduos e como cultura, desenvolvemos um certo desprezo por tudo, em nós mesmos e no outro, que tenha necessidades e seja capaz de sofrer. Não é um mundo gentil.

À medida que a vida se torna fria e dura, lutamos para criar lugares seguros, para nós mesmos e para aqueles a quem amamos, através de nosso aprendizado, nossas habilidades, nosso dinheiro. Construímos tais lugares em nossas casas, em nossos escritórios, até em nossos automóveis. Esses lugares nos deixam isolados uns dos outros. Lugares que separam as pessoas nunca podem ser seguros o bastante. Talvez nosso único refúgio esteja na bondade uns dos outros. Num mundo altamente tecnológico, podemos esquecer nossa própria bondade e passar a valorizar nossas habilidades e proficiência. Mas não é isso o que vai reconstruir o mundo. O futuro pode depender menos de nossas habilidades e mais de nossa lealdade à vida.

Aprendi muito sobre abençoar e servir a vida com as pessoas que encontro no meu consultório, talvez porque o câncer force as pessoas para dentro de sua vulnerabilidade de maneira tão profunda que elas alcançam um ponto de onde conseguem perceber que tal vulnerabilidade é um traço comum a todos nós. Uma vez que se tenha essa visão, não é possível deixar de reagir a ela. Já testemunhei tantas pessoas emergirem de seus encontros com grandes perdas trazendo consigo um altruísmo e uma solidariedade tão mais espontâneos do que anteriormente que me ponho a imaginar se abençoar a vida não seria um último passo de algum processo natural para curar o sofrimento. Uma bênção é um abrigo, uma religação com um lugar dentro de nós onde somos coesos e inteiros. Uma lembrança de quem somos.

Um de meus pacientes, um advogado de direitos civis que quase morreu de câncer, contou-me, muitos anos mais tarde, que aquela experiência o havia capacitado a descobrir um poder inesperado:

– Encontro nas pessoas algo que encontrei em mim mesmo. Algo que luta para vencer obstáculos e viver de maneira integral. Posso ver sua luta e falar sua língua. Assim sendo, posso fortalecê-lo – interrompeu-se, com um ar pensativo – como os outros o fortaleceram em mim. Minha mulher me disse que finalmente consegui abrir meu coração. Talvez, mas não é bem isso – e fez novo silêncio. – Parece estranho, mas acho que posso abençoar a vida nas outras pessoas e ser abençoado por elas. Eu o faço no meu trabalho, mas isso vai mais além. Agora, parece-me que é a coisa mais importante que posso fazer.

Raquel Naomi Remen no livro As Bênçãos do Meu Avô

LIVRE ARBÍTRIO

.

Power Point Livre Arbítrio

.

A LÁGRIMA E A PÉROLA

.

Power Point A Lágrima e a Pérola

.

LISTA DE AMIGOS

.

Power Point Lista de Amigos – Versão I

.

Power Point Lista de Amigos – Versão II

.